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Qui., Jan.
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Sustentabilidade

A Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza revelou que a descontinuação das caldeiras a combustíveis fósseis até 2025 pode evitar a emissão anual de cerca de 110 milhões de toneladas de CO2 até 2050.

O valor representa 2/3 das emissões que é necessário reduzir ao nível dos edifícios públicos e residenciais, de forma a atingir a neutralidade climática até 2050, e equivale a cerca de 1,5 vezes o total de emissões anuais de Portugal em 2018.

“O aquecimento ambiente e de água representa 28% da energia total consumida pelo setor residencial na União Europeia (UE) e, 75% dessa energia é produzida com recurso a combustíveis fósseis. Apenas 17,3% dos aparelhos de aquecimento instalados na UE recorrem a fontes de energia limpa”, refere a Quercus.

Os dados, que constam de um estudo da aliança Coolproducts, refere que é necessário descontinuar a instalação de novas caldeiras a combustíveis fósseis (diesel, carvão e gás natural), a partir de 2025. Isso pouparia a emissão anual de 30 milhões de toneladas até 2030, 90 milhões de toneladas até 2040 e 110 milhões de toneladas de CO2 até 2050 – o equivalente a cerca de 1,5 vezes o total de emissões anuais de Portugal em 2018.

A Quercus apela à UE que recorra às ferramentas de que dispõe - regulamentos de conceção ecológica e etiquetagem energética - para banir gradualmente as caldeiras a combustíveis fósseis, classificando-as com as piores classes energéticas (F e G) e, de seguida, eliminando-as do mercado de forma faseada.

“É possível aquecer as habitações sem aquecer o Planeta, graças a tecnologias como as bombas de calor (os aparelhos mais eficientes no mercado português podem ser consultados em www.topten.pt), a energia solar térmica ou as caldeiras híbridas e é nestas tecnologias que devem ser aplicadas os investimentos prometidos pela UE para a renovação de edifícios”, refere a associação.