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Qui., Dez.
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Alterações Climáticas

A taxa de destruição das florestas mundiais aumentou acentuadamente no ano passado, com pelo menos 42 000 km2 de cobertura de árvores perdidos nas principais regiões tropicais.

De acordo com dados da Universidade de Maryland e da plataforma de monitorização Global Forest Watch, a perda foi bem superior à média dos últimos 20 anos, posicionando o ano de 2020 como o terceiro pior desde 2002.

As perdas foram particularmente severas nas florestas primárias tropicais húmidas - Amazónia, Congo e Sudeste Asiático. Os cientistas estão cada vez mais preocupados com o Pantanal, no Brasil, a maior zona húmida tropical do mundo. Estima-se que cerca de um terço tenha sido atingido por incêndios no ano passado, com efeitos sobre a biodiversidade, iniciados em consequência de práticas agrícolas e secas.

A desflorestação está a diminuir na Indonésia, que abandonou pela primeira vez a lista dos três principais países por perda de floresta primária. A perda de árvores na Indonésia em 2020 caiu pelo quarto ano consecutivo. A Malásia, que perdeu cerca de um terço da sua floresta primária desde a década de 1970, também conseguiu recentemente reduzir a desflorestação, com leis mais duras sobre a exploração madeireira ilegal.

Na Alemanha registou-se um triplo aumento das perdas florestais em 2020, pela atividade de besouros das cascas que atacaram árvores vulneráveis, pelo tempo quente e seco provocado pelo aquecimento global. A Austrália teve um aumento nove vezes maior na perda de cobertura de árvores nos últimos dois anos, em grande parte devido às condições meteorológicas extremas e aos incêndios florestais.