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Sex., Ago.
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Alterações Climáticas

O Dia da Desertificação e Seca é comemorado em todo o mundo esta sexta-feira, 17 de junho, para apelar à mobilização global para reforçar a gestão da seca e travar o seu agravamento.

O mote é “Rising up from drought together”, ou seja, “Superar a Seca Juntos”, sendo que em Portugal será realizado o lançamento da Plataforma do Observatório Nacional da Desertificação (OND), disponível através do endereço desertificacao.pt.

A Plataforma do Observatório Nacional da Desertificação foi criada com o objetivo de desenvolver e operacionalizar a infraestrutura de dados de suporte do Observatório Nacional da Desertificação e de promover, criar e desenvolver um portal de dados abertos sobre desertificação que reúna num único sítio, de livre acesso, sem encargos para o utilizador, a informação obtida no âmbito da atividade do Observatório, com interligação às bases de dados relevantes de outras entidades.

Segundo o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), o projeto visa promover e acompanhar a constituição e funcionamento de painéis de monitorização online dos indicadores relevantes.

Mais de 50% das terras de Portugal já estão afetadas pela desertificação, e os modelos climáticos preveem cenários de agravamento das condições de aridez num futuro próximo. Aliás, o cenário não é muito diferente a nível global, sendo aguardadas ondas de calor, aumento das temperaturas máximas estivais e da diminuição da precipitação na Primavera, agravando as situações de seca.

Em consequência, o cenário induz o aumento de incêndios florestais, a perda de biodiversidade, a deterioração de habitats, a insegurança alimentar, a carência de alimento e o despovoamento, com os inerentes impactos na qualidade de vida das populações, na economia e nos ecossistemas.

A Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação, que existe de 2013, visa transformar o futuro em que se prevê que a Seca seja um fenómeno devastador que venha a afetar três quartos da população mundial até 2050.

Portugal dispõe de um Plano de Prevenção, Monitorização e Contingência para Situações de Seca, desde 2017, onde são definidos limiares de alerta de seca agrometeorológica e hidrológica, medidas associadas aos diferentes tipos de seca e informação às entidades responsáveis em cada nível de atuação.