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Cortiça portuguesa integra projeto aeroespacial

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Vai haver cortiça portuguesa nos projetos aeroespaciais. A Amorim Cork Composites está a desenvolver soluções de proteção térmica com cortiça para lançadores reutilizáveis.

As evoluções mais recentes, lideradas por empresas como a Blue Origin e a SpaceX, levaram ao desenvolvimento do RETALT - Retro Propulsion Assisted Landing Technologies.

O objetivo é reduzir o custo da próxima geração de lançadores e de sistemas de transporte, através do recurso a novas tecnologias que permitam a sua reutilização.

A Amorim Cork Composites vai apoiar o desenvolvimento de processos de simulação e o dimensionamento estrutural dos componentes de proteção térmica, assim como a respetiva produção.

“A retropropulsão é uma prática no EUA. Contudo, o fenómeno e física por detrás da tecnologia não está completamente estudado. Com informação de alta qualidade, resultado de testes em túnel de vento e protótipos terrestres combinados com simulações numéricas, seremos capazes de compreender os pormenores e dar um grande passo no que é reutilização destes equipamentos na Europa. O know how para uma rápida aplicação da reutilização dos lançadores na Europa, apenas pode surgir de um esforço comum da investigação e da indústria”, comenta Ali Gülhan, o coordenador RETALT.

A missão da empresa inclui a criação de uma solução com cortiça que poderá ser aplicável na carenagem do lançador no local, complementando o já existente material de cortiça de proteção térmica: TPS –Thermal Protection System.

Prevê-se o desenvolvimento de soluções para revestir diferentes sistemas, produzindo vários protótipos em pequena escala.

O projeto envolve empresas europeias no aeroespacial e será diretamente apoiado por fundos da União Europeia.

Do consórcio do RETALT fazem parte, além da Amorim Cork Composites (Portugal), a DLR (Alemanha), CFS Engineering (Suíça), Elecnor Deimos (Espanha), MT Aerospace (Alemanha) e a Almatech (Suíça).