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Dom., Out.
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© Alice Machado

Incêndios

Na véspera do terceiro ano volvido do deflagrar de um dos maiores incêndios de que há memória, em Pedrogão Grande, é publicado no Diário da República o Plano Nacional de Gestão Integrada de Fogos Rurais.

O diploma define uma estimativa de investimento de 500 milhões de euros /ano, de fundos públicos e privados para atingir a redução da área ardida por ano e para a criação de 60 mil postos de trabalho, nos próximos dez anos.

O PNGIFR abrange o período 2020-2030 e é composto por dois documentos: a Estratégia 20•30 e a sua Cadeia de Processos e o Programa de Ação. O documento publicado é o primeiro destes, e identifica os dois eixos considerados fundamentais para a redução do impacto dos incêndios rurais: a Gestão de Fogos Rurais (GFR) e a Proteção Contra Incêndios Rurais (PCIR).

O Plano esteve em discussão pública e foi apresentado em mais de 60 sessões públicas. Valorizar o território e modificar comportamentos, cuidar dos espaços rurais e gerir eficientemente o risco são as quatro grandes orientações estratégicas com base em Programas de Ação Regionais, onde se estabelecem prioridades e projetos.

O Plano estabelece um novo modelo de governação e gestão do risco, com articulação entre entidades públicas e privadas de diversos setores e a diferentes escalas territoriais e um sistema de monitorização e avaliação de indicadores.

O PNGIFR implicará um investimento estimado de €500 Milhões/ano (público e privado), para que o país venha a conseguir reduzir para metade a área anualmente ardida em fogos rurais e diminuir os danos provocados por eventos graves.

Diz o documento que será necessário adotar uma perspetiva de desenvolvimento integrado e articulado entre as entidades através do investimento em recursos humanos, tecnologia, sistemas, comunicação, infraestruturas e incentivos.

Os investimentos estimulam a economia rural, tanto a nível da fileira florestal, agricultura e pecuária como a nível do turismo rural e postos de trabalho indiretos em indústrias como a logística e transportes ou a restauração e alojamento.

Os investimentos resultarão também, diz o governo, na criação de cerca de 60.000 postos de trabalho até 2030 (diretos e indiretos) nas áreas rurais.