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Dom., Out.
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Gestão Florestal

A Quercus Braga e a Braga Ciclável reuniram com a Câmara Municipal de Braga, em representação do movimento “SOS – Árvores de Braga” criado por um grupo de cidadãos com o intuito de impedir a destruição escusada de mais árvores saudáveis.

As entidades referem que a Câmara de Braga procedeu, no dia 25/7, ao abate de 12 árvores saudáveis existentes na subida para o Bom Jesus das 19 previstas “transplantar”. Na reunião veio a confirmar-se que a Câmara tenciona prosseguir o abate de, pelo menos, mais dez árvores.

A Quercus e a Braga Ciclável relembram que uma árvore adulta em zonas urbanas visa providenciar sombra e o arrefecimento da cidade, assim como fazer a absorção da poluição sob a forma de CO2, assim como o aumento da biodiversidade e purificação do ar.

O abate é justificado pelo Município com a extensão de 700m de ligação da atual ciclovia da encosta até perto da Universidade do Minho. Porém, diz a Quercus, a ciclovia não está ligada nem articulada com o campus de Gualtar e a própria Câmara Municipal admite que este é um projeto temporário, uma vez que será repensado com a futura urbanização da Quinta dos Peões (que se interpõe entre a Av. dos Lusíadas e a Universidade).

Apesar de o Município garantir que vai plantar nove novos exemplares em substituição, os mesmos demorarão cerca de 20 anos a fazer a mesma sombra dos preexistentes, e nesse entretanto, esta via mais exposta ao sol ficará muito diminuída em termos de atratividade, quer para ciclistas quer para peões.