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Qui., Dez.
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Reportagens

A “Gestão de pinheiro-bravo” foi o tema para uma saída de campo organizada pelo Centro PINUS, em parceria com a CAPOLIB - Cooperativa Agro Rural de Boticas.

A visita deu a conhecer o trabalho desenvolvido no Agrupamento de Baldios deste concelho do Alto Tâmega, uma região de excelência para o pinhal, com indicadores de produtividade de 13/ha/ano. Este agrupamento inclui, atualmente, 22 unidades de baldio com uma área de mais de 14 500 hectares, dos quais 7 500 hectares estão ocupados com pinhal-bravo.

No evento, o Presidente da Cooperativa de Boticas, Albano Álvares, salientou a importância da aposta estratégica na capacitação técnica e na valorização da multifuncionalidade do território na criação de riqueza para a região e na fixação de pessoas, incluindo jovens. A multifuncionalidade integra pastoreio, produção florestal e apicultura como principais alavancas de uma oferta de produtos regionais, em que o turismo e os serviços do ecossistema são um grande potencial.

A gestão florestal em curso em Boticas tem permitido aumentar a resiliência do território, criar riqueza e dezenas de postos de trabalho numa região que luta contra o despovoamento, sendo o exemplo mais recente a constituição, em 2021, de uma nova serração que emprega atualmente 23 pessoas.

 Desde 2016, já foram investidos mais de 6 milhões de euros na floresta da região, incluindo na condução da regeneração natural de pinheiro-bravo, na prevenção do risco de incêndio ou no controlo de pragas, entre outras ações de gestão florestal. Ângelo Teixeira (CAPOLIB) explicou como tem sido essencial o apoio do financiamento público no território, mas também o sucesso na captação de investimento privado

 Adicionalmente, Teresa Fidalgo Fonseca, docente da UTAD partilhou alguns dos resultados dos trabalhos de investigação que têm sido desenvolvidos no concelho com o apoio da CAPOLIB. É disso exemplo a recolha de dados para a simulação do desenvolvimento de povoamentos de regeneração natural de pinheiro-bravo e um artigo recente que demonstra as vantagens do agrupamento de baldios no aumento da resiliência do território, entre outros benefícios.

 A saída de campo juntou mais de 20 participantes num grupo diversificado que reuniu técnicos com funções de gestão florestal em organizações de produtores florestais e empresas, profissionais de abastecimento de madeira de empresas da Fileira do Pinho (Carmo Wood, Sonae Arauco e MTL) e de serviços ( gestão florestal), investigadores (alunos e docentes da UTAD e o Diretor da Escola de Engenharia Florestal da Universidade de Vigo), um dirigente do conselho diretivo de um baldio e um resineiro, responsável pela gestão de uma equipa de 14 pessoas que dinamiza a atividade no pinhal da região.  

Com Centro PINUS